segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Mudei, não nego, transformo tudo que puder.

Vou agradecer aqui de novo a todos que estão, de alguma forma, apoiando esse meu processo de perda de peso.
Poxa, tem tanta gente curtindo a página do Facebook e lendo as postagens. Colegas de trabalho e parentes perguntando, oferecendo ajuda, elogiando. Mas principalmente dando FORÇA. Porque é dela que a gente precisa quando quer mudar hábitos.
Eu entendo que algumas pessoas possam contar consigo mesmas e só, e isso é bom e ruim. Algumas pessoas precisam de apoio para seguir caminhando, outras encontram no apoio próprio a vontade e garra que precisavam. Há quem diga, e me incluo nessa pacotinho, que o maior impulso é quando duvidam da gente.
Enfim, cada um com a força que precisa, seja ela grande ou pequena. E quem precisar de mim, dou um colar de força pra seguir em frente!

Bem, algumas pessoas andam me perguntando o que foi que eu mudei. Antes, deixa eu fazer um embasamento teórico pra chegar onde eu quero.

1) Logo no primeiro post eu disse que estava fazendo reeducação alimentar. Não faço dieta nem regime (o nome do blog é uma brincadeirinha), porque eu quero mudar hábitos e ganhar uma rotina nova. Mudar leva tempo, e adaptar-se à rotina também. 
2) Não exijo nada demais, vou me testando para ir mudando. Imaginem aí: uma pessoa acima do peso que, de um dia para o outro, vira um coelho e diz que só vai comer folhas? Tá doida? O corpo e a mente precisam de um tempo para processar e aceitar as mudanças, incorporando tudo e mudando processos. E nem por isso todas as mudanças vão dar certo, mas cada corpo e mente entendem como se adaptar.
3) Procurei ajuda e fui entender como as trocas alimentares funcionam. Não saí por aí cortando tudo que é coisa, porque proibição comigo não rola. Não sou adepta de whey, biomassa, etc etc etc porque não quero. Uso tudo natural, mas isso é escolha minha. E deu certo até agora.
4) Tratei logo de achar um exercício físico que me agradasse, e a Zumba faz esse papel. Faço Musculação, não sou fã, mas ela é necessária, afinal haja corpo para modelar. E preciso de força muscular para aguentar o aeróbico, e meu personal ajuda em tudo com um treino feito para mim. 
5) Cortei certos alimentos e modos de preparo porque fui estudar e entender a razão pela qual eles me fazem mal. O sódio, principalmente. Tinha um pouco de retenção de líquido e agora não tenho mais, até porque aumentei a água ainda mais, da qual sempre fui fã total. Refrigerante, doce, fritura, enlatados, produtos prontos...tomo MUITO cuidado. Sim, gosto de um refrigerante aqui e ali, mas muito raramente. 
6) Nós somos donos das nossas escolhas e sempre podemos fazer trocas inteligentes. Meu corpo e mente entendem como troca, e não como corte, porque eu consumia muito desses alimentos (NÃO SOU GORDA PORQUE COMIA POUCO, NÉ, BEM?!) e estava acostumada com eles. Estou me ensinando a desligar disso tudo, estou me ensinando a focar em outras coisas. 
7) Acima de tudo, me explico as coisas. Uma vez um professor da Universidade muito querido de Semiótica Discursiva disse que conversar consigo mesmo é muito saudável, porque nos ajuda a organizar as ideias (obrigada, professor Américo Saraiva!) e eu acredito muito nisso. Se estou confiando em mim mesma para mudar a mim mesma, eu mereço explicações! Eu mereço esclarecimentos!
9) Não fico quantificando nada publicamente porque isso, por enquanto, só interessa a mim. Meus objetivos são ligados a um estilo de vida, e não a números. Perda de peso é consequência. Digo isso porque as pessoas cobram resultados o tempo todo. Nada é imediato.
10) Não pirei na batatinha e quis mudar o mundo. Mudo a mim mesma, e sou humana e erro. Escorrego sim, com certeza, mas me levanto e vou seguindo. Já disse que não sou exemplo para ninguém, mas estou aqui para quem precisar de força e apoio. E dicas. Muitas dicas.

Isso tudo eu mudei em três meses e venho mudando a cada dia. E celebro cada vitória com elogios, sorrisos, palavras de encorajamento no espelho. A comida não participa da comemoração porque minha motivação mora dentro de mim, e não é encorajada por comida. É encorajada com amor próprio. 

Comida, eu te amo também. Mas amo mais a Claudia Tosolini <3

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

As feias mais belas.

"O conceito de beleza é variável de acordo com a cultura e opinião pessoal. O que é belo para uma pessoa, pode não ser belo para outra." (http://www.significados.com.br/beleza/)

O post de hoje é todo uma casquinha de ferida daquelas que nunca saram.
Calma, nada de choro.
O post de hoje é sobre aquelas frases que eu já ouvi mais de mil vezes a respeito da minha aparência.
Calma, sem ressentimentos.
O post de hoje é o reverso de um camarão, do qual a gente tira a cabeça e aproveita o resto.
Calma, não tô com fome.

A seguir, uma coletânea de frases que foram tentativas vindas de muitas pessoas para traduzir minha beleza em palavras. Porque escrever é libertador!
  • Menina, que rosto lindo que você tem!
  • Nossa, Claudia, você é linda de rosto!
  • Você é linda, Claudia, fico só te imaginando magra!
  • Tu é linda desse jeito, imagine magra!
  • Tu já pensou em emagrecer? Ia ficar mais linda do que já é!
  • Teu cabelo é sedoso, teus olhos são belíssimos...imagine magra, ia ser um arraso!
Só de ler eu já me arrepio.

Tem essa aqui também ó:
  • Ah, ela é bem bonita, mas é gordinha né?
Gente, pelo amor de Deus. 
Elogiar a beleza de uma pessoa não tem fórmula pronta. Como eu escrevi lá no começo, o que cada um acha bonito é bem pessoal. O senso comum do que é a beleza pode ser seguido por algumas pessoas e completamente ignorado por outras, que decidem que sua opinião e gosto são mais importantes do que aquilo ditado como regra.
Mas aí também tem aquela expressão ditadura da beleza, inclusive com um padrão do que é considerado aceitavelmente bonito. Todo mundo sabe como isso funciona, não preciso de um post sobre isso. Eu sei que o meu peso está fora desse padrão aí, mas como padrões não me definem, então eles ficam lá e eu fico cá. Meu objetivo está longe de ser só estético, ele é uma mudança de hábitos e não há padrão nenhum me ditando o que (não) fazer.

Por isso, vamos ao que EU acho bonito: homem barbudo, gente inteligente, tatuagem, livros, lounge music, o príncipe Harry, a Kate Winslet (meu sonho é falar com ela *-*), o Lee Pace, o Shiryu de Dragão, quadris largos, casa com decoração estilo vovó, minha família e gatos.
Mas nem por isso eu acho feio homem que faz a barba ou forró. Gente que não gosta de estudar e piercing. Gente que não é da realeza ou o Ikki de Fênix.

Sabe o que eu acho? Que o contrário de bonito não é feio. Exatamente. As pessoas acham que o bonito é legal e o feio é ruim. Não não e não. Eu discordo. Existe vilão de filme bonito e mocinho de filme feio. E o contrário também. E o que eu acho bonito pode ser feio para você, e vice-versa.

Portanto, parando com essa história de que uma pessoa acima do peso seria melhor ou mais bonita se fosse magra. Nada pior que um falso ou um meio elogio. Elogiar é enaltecer a virtude de uma pessoa, e não depreciar aquilo que, na sua opinião, falta corrigir para que se encaixe no seu padrão de merecimento do elogio. Elogie porque algo na pessoa verdadeiramente lhe agrada. 

terça-feira, 5 de agosto de 2014

Uma boa blogueira ao blog torna.

Gente do meu coração, muito ruim ficar doente, né?! Foi um mês e pouquinho doente, com uma tosse absurda e secreção até dizer chega. Mas estou aqui, estou viva, curada e continuando a rotina. Que aliás nem tinha sido abandonada não, só enriquecida em Vitamina C para aguentar o tranco. Mas tá tudo bem agora!

Engraçado que muitos amigos e familiares ficaram cobrando "E o blog, Claudia?". Obrigada, gente. Que bom que vocês estão lendo e isso me motiva ainda mais a escrever. Estou de volta!

Eu estou naquela fase das roupas largas, minha gente querida. Largas assim, MUITO LARGAS. Minha mãe é costureira e está tendo um trabalhão! Outro dia meu irmão muito querido elogiou meu rosto mais fino. É um fôlego a mais na Zumba aqui, uma panturrilha mais fina acolá, uma roupa que passou a servir por aí...

Por isso o post hoje é sobre comemoração. É um tema lindo e eu o escolhi porque tem dias que a gente está triste e precisa falar de coisa bonita para se sentir melhor. Comemorar, celebrar, festejar. Comemorar-se, celebrar-se, festejar-se.

Outro dia eu li que "ser gordo não é xingamento". Olha, mas não é mesmo. Assim como ser homossexual não é ofensa e ser afrodescendente não é defeito. Acreditem, infelizmente já ouvi isso por aí. Portanto, nós somos quem somos e devemos celebrar a nós mesmos. Nós somos todos belos em nossas características. Eu digo logo que padrões não me definem e opiniões não me desmerecem.

Obviamente que, quando possível, somos feitos das nossas escolhas. Por exemplo, eu escolho ser mais saudável do que eu era antes. Na verdade, eu não era quase nada saudável...rs. Só isso para mim é motivo de comemoração.

Eu me celebro todos os dias. Eu olho para mim no espelho e me elogio indo para a academia. Eu morro dançando a Zumba (ai, adoro) e me elogio por me manter firme na aula, até o fim.Às vezes me sinto SIM sem vontade, com preguiça, e por isso elogio meu ânimo para ir caminhar/correr nos fins de semana. É de mim que eu tiro a maior força de vontade para realizar tudo isso.

Por isso, eu festejo meus passos. Eu celebro minha persistência que dura desde junho. Eu celebro meu braço ficando torneado e minhas coxas mais duras. Eu celebro meu abdômen diminuindo e meu rosto ficando mais fino. Eu celebro minha perda de peso e meu ganho de fôlego. Eu celebro a perda de gordura em determinadas partes do corpo e acho o máximo descobrir partes que estão diminuindo com a perda de peso. E sorrio para mim, por dentro e por fora.

Eu acredito em mim, sempre. Eu me aconselho quando cometo um erro de escolha de alimento, quando como por comer ou atropelo uma refeição por preguiça. E me elogio porque isso tem sido raríssimo. Eu reconheço minha força quando ninguém a percebe. Eu me seguro se a perna estiver bamba e a rotina descambando um tantinho. Eu me dou força quando falta apoio ou crença alheia.

Eu não acredito em mim também. Não acredito quando recuso um doce exagerado, quando como dois pedaços pequenos ao invés do maior que tiver, quando diminuo o arroz e aumento a salada. Eu não acredito nessa força existente e fico pasma de felicidade de vê-la crescendo. Não acreditar permite a surpresa, permite ficar bege, permite o "caramba, como você conseguiu?".

Que legal. Eu sou o motivo pelo qual me surpreendo todos os dias. O melhor está vindo de mim : D


sexta-feira, 18 de julho de 2014

Resultados

pressa 
pres.sa 
sf (do lat pressare1 Celeridade, ligeireza, rapidez, velocidade. 2 Necessidade de se apressar: Estar com pressa. 3 Necessidade de fazer ou de ser feita qualquer coisa com a máxima rapidez. 4 Rapidez exagerada na execução de qualquer coisa: Feito a toda a pressa. 5 Urgência. 6 Impaciência. 7 Aflição, aperto. À pressa ou às pressas: apressadamente, precipitadamente, rapidamente. A toda a pressa: com a máxima rapidez. (Fonte: Michaelis Online)


Vinte entre dez pessoas me fazem as seguintes perguntas:

- Já emagreceu muito?
- Já emagreceu quanto?
- Já tá sentindo diferença?
- Já notou diferença nas roupas?
- Já sente seu rosto mais fino?
- Já se pesou?
- Já tá correndo bastante?
- Já diminuiu a barriga?

Calma.
Calma, peraí. 
Pera lá.

Eu não estou com pressa. Eu não sou escrava da balança. Eu não estou aflita com a Reeducação Alimentar que eu estou fazendo e adorando. Eu sou professora, então sou escolada na paciência e na calma. A academia leva um tempo para apresentar resultados concretos, como qualquer hábito que inserimos em nossa rotina e que queremos que se incorpore. Eu não sou a lebre correndo. Nem a tartaruga desligada. Eu sou eu.

Deixa eu dizer o que eu andei percebendo sobre mim:

- Meu fôlego está nota 10.
- Minhas roupas estão um pouco largas sim.
- Minha pele está mais lisinha.
- Minha mobilidade está ainda melhor.
- Minha barriga diminuiu dos lados.
- Eu tinha culote do lado direito. Ele saiu.
- Eu comia que nem louca. Hoje como seletivamente.
- Eu não tomo mais refrigerante nem como industrializados.
- Eu estou aprendendo receitinhas ótimas e fáceis de fazer.
- Eu fico atenta nas quantidades de nutrientes e de sódio, conservantes, glúten, açúcar, gordura (e qual tipo delas está no rótulo), etc.
- Às vezes eu calculo nutrientes e me permito comer alguma coisa diferente, com consciência e sem um pingo de culpa.
- E eu estou feliz. Muito feliz. Eu tenho uma página no Facebook curtida por mais de 350 pessoas incluindo familiares, amigos e completos desconhecidos, que escolheram me curtir. Isso é bárbaro.

Eu reconheço vitórias em momentos pequenos e grandes, e celebro cada uma delas. Eu acabei de começar, gente. Me atropelar agora? Não! Nem peguei curva no caminho ainda! Deixem-nas virem! Cada pedra é um salto, e cada salto é um flash!

terça-feira, 8 de julho de 2014

Família êh, família ah, família!

Esse post é uma contribuição do meu querido Lucas, amigo desde a graduação e que também está na luta por uma vida mais saudável como eu. Nunca estamos sozinhos, então valorizo contribuições dos amigos. Serão sempre bem-vindas!

Eu agradeço a Deus, todos os dias, pela família que eu tenho. Estamos sempre juntos, e nas palavras da minha irmã, nos nossos encontros "todo mundo fala alto e ao mesmo tempo, ninguém entende nada e todo mundo concorda". Nós somos assim:

- Parente engravidou? FESTA! COMIDA! BEBIDA!
- Parente engravidou de novo? FESTA! COMIDA! BEBIDA!
- Brasil ganhou? FESTA! COMIDA! BEBIDA!
- Brasil perdeu? FESTA! COMIDA! BEBIDA!
- Parente passou no vestibular/entrou na universidade/faculdade? FESTA! COMIDA! BEBIDA!
- Parente se formou? FESTA! COMIDA! BEBIDA!
- Agregado novo (namorado, namorada, noivo, noiva, marido, esposa, enteado...)? FESTA! COMIDA! BEBIDA!
- Chegou parente de fora? FESTA! COMIDA! BEBIDA!
- NÃO SOBROU NADA PRA COMEMORAR? É FESTA TAMBÉM! COMIDA! BEBIDA!

Além disso, minha mãe cozinha que é uma barbaridade. NÃO IMPORTA O QUE SEJA. Ela cozinha um absurdo, um ABSURDO. Chega a ser desrespeito com os chefs mais renomados. Minha mãe cozinha bem, minha família é italiana, tudo é festa...sobra o quê? COMIDA! BEBIDA! Não ganhei tanto peso do nada, bem!

Então que nós, pobres mortais, acima do peso ou não, que queremos comer bem e de forma saudável, vivemos no meio desse faroeste. Eu já falei em um post anterior o quanto é difícil ver tanta fartura e ter que fazer as escolhas facilmente. Hoje já não é um sofrimento para mim, porque estou aprendendo a cozinhar coisas tão gostosas! As crepiocas (crepe+tapioca) fizeram um sucesso aqui em casa hoje! Além disso, minha mãe diminuiu o sal e o óleo aqui de casa, bem como o uso de açúcar, que eu já não usava mesmo. 

Mas aqui, ó. O povo de casa é obrigado a fazer reeducação alimentar comigo? NÃO. O povo de casa está acima do peso que nem eu? NÃO. O povo de casa quer parar de tomar refrigerante? NÃO. O povo de casa quer trocar o catupiry pelo creme de ricota? NÃO MESMO! Então, a geladeira é um Deus-nos-acuda! Maguary versus Coca-cola, ricota versus mussarela, peito de peru versus presunto, Rap10 versus lasanha, abobrinha versus batata frita...já falta espaço! Não vou falar do armário que a coisa fica inapropriada.

Mas outro aqui, ó. O povo de casa me ama? SIM. O povo de casa torce por mim e quer que eu consiga perder peso? SIM. O povo de casa está aproveitando o embalo e se reeducando em alguns aspectos? ÀS VEZES. O povo de casa evita me oferecer guloseimas ou comidas menos saudáveis e respeita meu espaço, minhas escolhas? SIM! Então, familiares alheios, sejam solidários também! Nada pior do que essa luta que travamos contra um corpo sedentário ser solitária e, ainda por cima, ser cheia de tentações das pessoas de quem esperamos mais apoio. E dá para apoiar de muitas formas, quer você queira se reeducar junto ou não, especialmente com o belo apoio moral. 

Tem aquela máxima "Não pode ajudar, não atrapalhe", que eu acho super verdadeira. Respeitar é tudo, e a contribuição e o reconhecimento pelo esforço do reeducando alimentar motiva muito. Deus tá vendo você que diz "Ave Maria, mininu, pára de comer tanto!", vira as costas, o mininu vira reeducando alimentar e você devolve com um " Fiz um bolinho de chocolate! Vai querer nããããão?". TÃO QUERENDO O QUÊ, AFINAL?!

As pessoas se reeducam para modificar hábitos. Eu me reeduco para modificar a forma como me relaciono com a comida. É uma tentativa e um desafio, que requer olhos de aprender para os erros e olhos de comemorar para os acertos. Fazer tudo isso sozinho não é fácil, imagine sem o apoio de quem mais amamos! Portanto, famílias, apoiando! Nem que seja todo mundo falando alto e ao mesmo tempo, sem entender nada e concordando com tudo. Amor é isso.

sexta-feira, 4 de julho de 2014

A tal da força de vontade.

força 
for.ça 
(ôsf (lat fortiaF. de vontade: poder de controlar as suas próprias ações ou emoções. 


paciência 
pa.ci.ên.cia 
sf (lat patientia1 Qualidade de paciente. 2 Virtude de quem suporta males e incômodos sem queixumes nem revolta. 3 Qualidade de quem espera com calma o que tarda. 4 Perseverança em continuar um trabalho, apesar de suas dificuldades e demora.


perseverança 
per.se.ve.ran.ça 
sf (lat perseverantia) Qualidade de quem persevera; constância, firmeza, pertinácia. 
(Fonte: Michaelis Online)


(Explicando aqui que eu sempre uso verbetes para as palavras-chave do post porque eu que não sou doida de falar besteira. Eu uso embasamento.)

Eu ando trocando figurinhas com uma pá de gente, figurinhas novas e repetidas, sobre um estilo de vida que eu jamais poderia me imaginar adquirindo. E agradeço por isso todos os dias. Que nem ontem, numa conclusão importante a qual eu cheguei com minha linda prima Carol: "A perda de peso é consequência; a vida saudável, para sempre." Tamo junta, garota!

É claro que tudo é uma questão de hábitos, de se permitir, de (re)pensar, de abdicar de certas coisas e de ganhar tantas outras. Por exemplo, eu estou ganhando mais fôlego, meu pé nunca mais inchou, minha pele está super bacana e minha mobilidade está ainda melhor. Eu nunca tive um problema de saúde comprovadamente causado pela obesidade, pois meus exames estão sempre normais e minhas articulações calibradíssimas, obrigada. O sobrepeso que é o problema central, que já está sendo resolvido, afinal de contas ele poderia trazer todas essas consequências e não trouxe. Entendi tudo no momento certo e fui bem sortuda!

Minha madrinha Cássia (mãe da Carol aí de cima) que me falou no telefone hoje: "menina, você tá malhando, hein?!" Eu sou realmente apaixonada por malhação, graças a Deus, fato que contribui muito para que esse processo seja bem mais divertido. No meu Facebook e no meu Instagram eu posto fotos minhas indo malhar e comendo coisas saudáveis o tempo todo, sempre sorrindo. Sorrir é crucial, sorrir por dentro e por fora.

A tal da força de vontade é a culpada desse sorriso todo. Muita gente tem me questionado sobre o lugar de onde eu tiro tanta força de vontade para tudo isso, assim como tanta paciência e perseverança. Primeiro, olha que palavras lindas: força, paciência e perseverança. Por isso comecei o post com elas, para que vocês iniciem suas leituras rodeados das três. E também porque coisas boas a gente deve desejar a todos o tempo todo.

Gente, essa força mora dentro de mim, eu só precisava acordá-la. Coitadinha, ela sempre estivera esmagada pelas desculpas para ser uma comilona irresponsável, que comia e não tava nem vendo, que empurrava a reeducação alimentar para frente, esquecendo que as conquistas deveriam vir com sacrifício mesmo, mas isso não faria o processo doloroso. Doloroso era o que eu vinha fazendo comigo há tantos anos. Doloroso era negar que eu tinha um problema e ficava protocolando a resolução. E é tão importante ver que eu posso contar comigo mesma para não falhar!

Nada como pensar em si mesmo. Nada como tomar decisões com propriedade e controlar seus impulsos. Nada como entender os benefícios dos sacrifícios necessários e das vitórias conquistadas. Outro dia (segunda-feira) eu queria muito tomar sorvete, aí fui ao supermercado e comprei um pote de sorbet de limão La Frutta, da Nestlé (exatamente esse; li as informações nutricionais e tudo. Tô ficando estudada, bem! Claro que há um monte de outras boas opções, mas eu queria ELE). É com muito orgulho de mim que eu digo a todos: ele ainda se encontra quase inteiro, tranquilamente no freezer, porque eu não o tomo quando estou com vontade, descontroladamente. Eu planejo o dia para que a quantidade correta caiba nos nutrientes que eu preciso e para que ele não atrapalhe minhas refeições. Comida foi feita para fazer bem, e não para entrar neste corpinho-tudo-de-bom quando ela bem entende. Do que precisei para tudo isso? Força para enfrentar meus impulsos, paciência para deixar o pote lá no freezer e perseverança para manter o pensamento positivo, entendendo que EU estava fazendo o melhor para MIM. Olha que bacana: antigamente, eu era responsável pelo meu sobrepeso; hoje, eu sou responsável pelo meu sucesso, entende? Isso é OURO para mim.

Isso não significa que todos os dias são um mar de rosas. Oxe, eu nem gosto de flores. Isso também não significa que eu estou sorrindo sempre. Eu nem sou o Coringa do Batman, ué. Não estou esperando perder todo o peso bem rapidinho. Não sou iludida e tenho calma para estabelecer os hábitos primeiro. Já chorei um tanto, inclusive, porque fraqueza não é pecado, é parte da vitória. Há horas em que o cansaço toma conta e tudo me parece um bocado difícil. Mas cuidar de si mesmo não pode ser ruim, pode? Foi ruim e doloroso (muito!) admitir todas essas coisas aí do parágrafo anterior, mas foi mais difícil ainda me convencer de que eu merecia ser melhor e que todas as ferramentas estavam dentro de mim, eu só não estava usando essas ferramentas.

E também esse processo é todo MEU, por isso insisto que eu sou uma mulher acima do peso que resolveu adotar uma vida saudável como estilo e essas mudanças estão fazendo bem para MIM. Uma coisa eu digo: não sou melhor que ninguém. Outra pessoa acima do peso que não esteja nesse processo não é pior ou melhor que eu. Do que ninguém. Deixo gordos e gordas em paz, cada um faz o que quiser da sua vida e julga o que é bom e o que não é. Eu digo isso porque é tão ruim ser julgada, gente. Tão ruim ser estereotipada (escrevi certo?) pela sua aparência. Eu tive situações patéticas, de não ter minha competência levada a sério por causa do meu peso. É um horror e é injusto, e bem burro. E eu sou loira, então, teve um retardado aí que espalhou que loira é burra, daí a zueira never ends.

A todos que estão na luta como eu, muita força, perseverança e paciência. 
Aos que disseram que eu estava na pior, vão tomar uns bons drink e ser feliz!

Beijinho no ombro ;*

terça-feira, 1 de julho de 2014

Mea culpa.

Mea culpa (em português, mea-culpa1 ) é uma frase latina que, em português, pode ser traduzida como "minha culpa", ou "minha falha". De forma a enfatizar a mensagem, o adjetivo maxima pode ser inserido, resultando em mea maxima culpa, que poderia ser traduzido como "minha mais [grave] falha" ou "minha mais [grave] culpa". Consiste num pedido de perdão ou num reconhecimento da própria culpa2 . (Fonte: Wikipédia)

Eu acredito muito na individualidade. Deixa eu explicar.

Uma vez eu postei o seguinte no meu perfil no Facebook:

"Cada um tem sua mãe, seu pai, sua vó, seu tio, sua idade, suas vontades e aberrações. Suas manias, seus seriados, seus hábitos e seus livros. Seus medos, suas coragens e suas preguiças. Seu corpo, sua dieta e suas gordices. Seu celular, suas músicas e seu cartão de memória. Seu inglês, seu espanhol ou seu curso de Pilates. Seu cabelo natural, tingido ou raspado."

Portanto, eu entendo que, guardadas as devidas proporções, nós somos responsáveis por nós mesmos. Jacou? Repense e te cuide. Errou? Assuma e conserte se for possível. Resistiu e foi mais forte que o segundo brigadeiro? Celebre a vitória.

Reconhecer as próprias limitações faz parte da vida, e por isso, da reeducação alimentar também, claro. Esses dias, tava conversando com uma amiga minha que passou por reeducação e exercícios e emagreceu mais de 10kg, e também ganhou uma vida maravilhosamente saudável; mal sabe ela o quanto ela me contagia! Aí, ela me falou uma coisa que super vale a pena lembrar: 

"E, se por um acaso você deslizar, comer algo que não pode...NÃO pense que acabou com tudo: a gente perde caloria até pensando!"

Gente, ninguém é perfeito e todo mundo é GENTE. E ser gente quer dizer erros. Mas também quer dizer acertos. E não dá para renegar os erros que cometemos, mas não dá para achar que errar é o fim do mundo. Eu também penso que se reeducar é conhecer os próprios limites, corrigir os hábitos e, com certeza, repensá-los.

Que nem hoje: eu fui ao supermercado (almoçada!) comprar umas frutas e uns iogurtes
diferentes, enfim, fui pesquisar. Eu ADORO fuçar no supermercado e herdei isso da minha mãe. Aí, tinha um chocolate branco Laka pequeno (25g) por um preço baixinho, eu peguei para mim.

Aí, nessa hora, muita gente pára e pensa:

- CLÁUDIA, MULHER, CUIDA! VAI ACABAR COM A REEDUCAÇÃO!
- PRA QUÊ? COMPRA UM DIET! É A MESMA COISA!
- PENSA EM TUDO QUE VOCÊ JÁ CONQUISTOU ATÉ AGORA, NÃO ESTRAGA TUDO NÃO!
- CHOCOLATE BRANCO NEM É CHOCOLATE!

Coitado do chocolate, tava derretendo de tanto julgamento. Aí eu comprei e fui comendo no caminho, saboreando, porque eu ia comer e estava morta de feliz com ele. Minha reeducação não ia sofrer um baque por causa dele, eu não estava descontando frustração nele, eu não estou em dieta restritiva ou proibitiva - estou reaprendendo a comer. Chocolates fazem parte da minha vida, e não vão deixar de existir porque a louca aqui irá expulsá-los da sua vida. Eu nem quero. Eu gosto de chocolate. E comi metade do Laka consciente, sem culpa, porque comer com culpa é um horror. A outra metade eu dei para uma criança de rua que estava passando e olhou para mim com tanta vontade que eu jamais negaria. Aproveitei e dei também um oi, um abraço, uma fruta, um biscoito e um suco que eu voltei para comprar só para ela.

Isso significa que eu vou comer um Laka todas as vezes que eu quiser e pronto? NÃO MESMO. Isso significa que eu vou largar tudo e partir pro abraço? NÃO, NUNCA, JAMAIS. Isso significa que eu abandonei vocês, que estão me dando tanta força para continuar nessa caminhada? NÃO, NÃO e NÃO. Isso significa que eu estou aconselhando reeducandos alimentares a comer um Laka também? NÃO! O post se chama Mea culpa! Isso significa que eu comi metade de um chocolate. Só isso. E sem culpa de nada.

Viver bem é um ideal, mas comer com culpa faz muito mal! Não estou a fim de me privar, estou aqui para repensar. E para ser feliz!