sexta-feira, 18 de julho de 2014

Resultados

pressa 
pres.sa 
sf (do lat pressare1 Celeridade, ligeireza, rapidez, velocidade. 2 Necessidade de se apressar: Estar com pressa. 3 Necessidade de fazer ou de ser feita qualquer coisa com a máxima rapidez. 4 Rapidez exagerada na execução de qualquer coisa: Feito a toda a pressa. 5 Urgência. 6 Impaciência. 7 Aflição, aperto. À pressa ou às pressas: apressadamente, precipitadamente, rapidamente. A toda a pressa: com a máxima rapidez. (Fonte: Michaelis Online)


Vinte entre dez pessoas me fazem as seguintes perguntas:

- Já emagreceu muito?
- Já emagreceu quanto?
- Já tá sentindo diferença?
- Já notou diferença nas roupas?
- Já sente seu rosto mais fino?
- Já se pesou?
- Já tá correndo bastante?
- Já diminuiu a barriga?

Calma.
Calma, peraí. 
Pera lá.

Eu não estou com pressa. Eu não sou escrava da balança. Eu não estou aflita com a Reeducação Alimentar que eu estou fazendo e adorando. Eu sou professora, então sou escolada na paciência e na calma. A academia leva um tempo para apresentar resultados concretos, como qualquer hábito que inserimos em nossa rotina e que queremos que se incorpore. Eu não sou a lebre correndo. Nem a tartaruga desligada. Eu sou eu.

Deixa eu dizer o que eu andei percebendo sobre mim:

- Meu fôlego está nota 10.
- Minhas roupas estão um pouco largas sim.
- Minha pele está mais lisinha.
- Minha mobilidade está ainda melhor.
- Minha barriga diminuiu dos lados.
- Eu tinha culote do lado direito. Ele saiu.
- Eu comia que nem louca. Hoje como seletivamente.
- Eu não tomo mais refrigerante nem como industrializados.
- Eu estou aprendendo receitinhas ótimas e fáceis de fazer.
- Eu fico atenta nas quantidades de nutrientes e de sódio, conservantes, glúten, açúcar, gordura (e qual tipo delas está no rótulo), etc.
- Às vezes eu calculo nutrientes e me permito comer alguma coisa diferente, com consciência e sem um pingo de culpa.
- E eu estou feliz. Muito feliz. Eu tenho uma página no Facebook curtida por mais de 350 pessoas incluindo familiares, amigos e completos desconhecidos, que escolheram me curtir. Isso é bárbaro.

Eu reconheço vitórias em momentos pequenos e grandes, e celebro cada uma delas. Eu acabei de começar, gente. Me atropelar agora? Não! Nem peguei curva no caminho ainda! Deixem-nas virem! Cada pedra é um salto, e cada salto é um flash!

terça-feira, 8 de julho de 2014

Família êh, família ah, família!

Esse post é uma contribuição do meu querido Lucas, amigo desde a graduação e que também está na luta por uma vida mais saudável como eu. Nunca estamos sozinhos, então valorizo contribuições dos amigos. Serão sempre bem-vindas!

Eu agradeço a Deus, todos os dias, pela família que eu tenho. Estamos sempre juntos, e nas palavras da minha irmã, nos nossos encontros "todo mundo fala alto e ao mesmo tempo, ninguém entende nada e todo mundo concorda". Nós somos assim:

- Parente engravidou? FESTA! COMIDA! BEBIDA!
- Parente engravidou de novo? FESTA! COMIDA! BEBIDA!
- Brasil ganhou? FESTA! COMIDA! BEBIDA!
- Brasil perdeu? FESTA! COMIDA! BEBIDA!
- Parente passou no vestibular/entrou na universidade/faculdade? FESTA! COMIDA! BEBIDA!
- Parente se formou? FESTA! COMIDA! BEBIDA!
- Agregado novo (namorado, namorada, noivo, noiva, marido, esposa, enteado...)? FESTA! COMIDA! BEBIDA!
- Chegou parente de fora? FESTA! COMIDA! BEBIDA!
- NÃO SOBROU NADA PRA COMEMORAR? É FESTA TAMBÉM! COMIDA! BEBIDA!

Além disso, minha mãe cozinha que é uma barbaridade. NÃO IMPORTA O QUE SEJA. Ela cozinha um absurdo, um ABSURDO. Chega a ser desrespeito com os chefs mais renomados. Minha mãe cozinha bem, minha família é italiana, tudo é festa...sobra o quê? COMIDA! BEBIDA! Não ganhei tanto peso do nada, bem!

Então que nós, pobres mortais, acima do peso ou não, que queremos comer bem e de forma saudável, vivemos no meio desse faroeste. Eu já falei em um post anterior o quanto é difícil ver tanta fartura e ter que fazer as escolhas facilmente. Hoje já não é um sofrimento para mim, porque estou aprendendo a cozinhar coisas tão gostosas! As crepiocas (crepe+tapioca) fizeram um sucesso aqui em casa hoje! Além disso, minha mãe diminuiu o sal e o óleo aqui de casa, bem como o uso de açúcar, que eu já não usava mesmo. 

Mas aqui, ó. O povo de casa é obrigado a fazer reeducação alimentar comigo? NÃO. O povo de casa está acima do peso que nem eu? NÃO. O povo de casa quer parar de tomar refrigerante? NÃO. O povo de casa quer trocar o catupiry pelo creme de ricota? NÃO MESMO! Então, a geladeira é um Deus-nos-acuda! Maguary versus Coca-cola, ricota versus mussarela, peito de peru versus presunto, Rap10 versus lasanha, abobrinha versus batata frita...já falta espaço! Não vou falar do armário que a coisa fica inapropriada.

Mas outro aqui, ó. O povo de casa me ama? SIM. O povo de casa torce por mim e quer que eu consiga perder peso? SIM. O povo de casa está aproveitando o embalo e se reeducando em alguns aspectos? ÀS VEZES. O povo de casa evita me oferecer guloseimas ou comidas menos saudáveis e respeita meu espaço, minhas escolhas? SIM! Então, familiares alheios, sejam solidários também! Nada pior do que essa luta que travamos contra um corpo sedentário ser solitária e, ainda por cima, ser cheia de tentações das pessoas de quem esperamos mais apoio. E dá para apoiar de muitas formas, quer você queira se reeducar junto ou não, especialmente com o belo apoio moral. 

Tem aquela máxima "Não pode ajudar, não atrapalhe", que eu acho super verdadeira. Respeitar é tudo, e a contribuição e o reconhecimento pelo esforço do reeducando alimentar motiva muito. Deus tá vendo você que diz "Ave Maria, mininu, pára de comer tanto!", vira as costas, o mininu vira reeducando alimentar e você devolve com um " Fiz um bolinho de chocolate! Vai querer nããããão?". TÃO QUERENDO O QUÊ, AFINAL?!

As pessoas se reeducam para modificar hábitos. Eu me reeduco para modificar a forma como me relaciono com a comida. É uma tentativa e um desafio, que requer olhos de aprender para os erros e olhos de comemorar para os acertos. Fazer tudo isso sozinho não é fácil, imagine sem o apoio de quem mais amamos! Portanto, famílias, apoiando! Nem que seja todo mundo falando alto e ao mesmo tempo, sem entender nada e concordando com tudo. Amor é isso.

sexta-feira, 4 de julho de 2014

A tal da força de vontade.

força 
for.ça 
(ôsf (lat fortiaF. de vontade: poder de controlar as suas próprias ações ou emoções. 


paciência 
pa.ci.ên.cia 
sf (lat patientia1 Qualidade de paciente. 2 Virtude de quem suporta males e incômodos sem queixumes nem revolta. 3 Qualidade de quem espera com calma o que tarda. 4 Perseverança em continuar um trabalho, apesar de suas dificuldades e demora.


perseverança 
per.se.ve.ran.ça 
sf (lat perseverantia) Qualidade de quem persevera; constância, firmeza, pertinácia. 
(Fonte: Michaelis Online)


(Explicando aqui que eu sempre uso verbetes para as palavras-chave do post porque eu que não sou doida de falar besteira. Eu uso embasamento.)

Eu ando trocando figurinhas com uma pá de gente, figurinhas novas e repetidas, sobre um estilo de vida que eu jamais poderia me imaginar adquirindo. E agradeço por isso todos os dias. Que nem ontem, numa conclusão importante a qual eu cheguei com minha linda prima Carol: "A perda de peso é consequência; a vida saudável, para sempre." Tamo junta, garota!

É claro que tudo é uma questão de hábitos, de se permitir, de (re)pensar, de abdicar de certas coisas e de ganhar tantas outras. Por exemplo, eu estou ganhando mais fôlego, meu pé nunca mais inchou, minha pele está super bacana e minha mobilidade está ainda melhor. Eu nunca tive um problema de saúde comprovadamente causado pela obesidade, pois meus exames estão sempre normais e minhas articulações calibradíssimas, obrigada. O sobrepeso que é o problema central, que já está sendo resolvido, afinal de contas ele poderia trazer todas essas consequências e não trouxe. Entendi tudo no momento certo e fui bem sortuda!

Minha madrinha Cássia (mãe da Carol aí de cima) que me falou no telefone hoje: "menina, você tá malhando, hein?!" Eu sou realmente apaixonada por malhação, graças a Deus, fato que contribui muito para que esse processo seja bem mais divertido. No meu Facebook e no meu Instagram eu posto fotos minhas indo malhar e comendo coisas saudáveis o tempo todo, sempre sorrindo. Sorrir é crucial, sorrir por dentro e por fora.

A tal da força de vontade é a culpada desse sorriso todo. Muita gente tem me questionado sobre o lugar de onde eu tiro tanta força de vontade para tudo isso, assim como tanta paciência e perseverança. Primeiro, olha que palavras lindas: força, paciência e perseverança. Por isso comecei o post com elas, para que vocês iniciem suas leituras rodeados das três. E também porque coisas boas a gente deve desejar a todos o tempo todo.

Gente, essa força mora dentro de mim, eu só precisava acordá-la. Coitadinha, ela sempre estivera esmagada pelas desculpas para ser uma comilona irresponsável, que comia e não tava nem vendo, que empurrava a reeducação alimentar para frente, esquecendo que as conquistas deveriam vir com sacrifício mesmo, mas isso não faria o processo doloroso. Doloroso era o que eu vinha fazendo comigo há tantos anos. Doloroso era negar que eu tinha um problema e ficava protocolando a resolução. E é tão importante ver que eu posso contar comigo mesma para não falhar!

Nada como pensar em si mesmo. Nada como tomar decisões com propriedade e controlar seus impulsos. Nada como entender os benefícios dos sacrifícios necessários e das vitórias conquistadas. Outro dia (segunda-feira) eu queria muito tomar sorvete, aí fui ao supermercado e comprei um pote de sorbet de limão La Frutta, da Nestlé (exatamente esse; li as informações nutricionais e tudo. Tô ficando estudada, bem! Claro que há um monte de outras boas opções, mas eu queria ELE). É com muito orgulho de mim que eu digo a todos: ele ainda se encontra quase inteiro, tranquilamente no freezer, porque eu não o tomo quando estou com vontade, descontroladamente. Eu planejo o dia para que a quantidade correta caiba nos nutrientes que eu preciso e para que ele não atrapalhe minhas refeições. Comida foi feita para fazer bem, e não para entrar neste corpinho-tudo-de-bom quando ela bem entende. Do que precisei para tudo isso? Força para enfrentar meus impulsos, paciência para deixar o pote lá no freezer e perseverança para manter o pensamento positivo, entendendo que EU estava fazendo o melhor para MIM. Olha que bacana: antigamente, eu era responsável pelo meu sobrepeso; hoje, eu sou responsável pelo meu sucesso, entende? Isso é OURO para mim.

Isso não significa que todos os dias são um mar de rosas. Oxe, eu nem gosto de flores. Isso também não significa que eu estou sorrindo sempre. Eu nem sou o Coringa do Batman, ué. Não estou esperando perder todo o peso bem rapidinho. Não sou iludida e tenho calma para estabelecer os hábitos primeiro. Já chorei um tanto, inclusive, porque fraqueza não é pecado, é parte da vitória. Há horas em que o cansaço toma conta e tudo me parece um bocado difícil. Mas cuidar de si mesmo não pode ser ruim, pode? Foi ruim e doloroso (muito!) admitir todas essas coisas aí do parágrafo anterior, mas foi mais difícil ainda me convencer de que eu merecia ser melhor e que todas as ferramentas estavam dentro de mim, eu só não estava usando essas ferramentas.

E também esse processo é todo MEU, por isso insisto que eu sou uma mulher acima do peso que resolveu adotar uma vida saudável como estilo e essas mudanças estão fazendo bem para MIM. Uma coisa eu digo: não sou melhor que ninguém. Outra pessoa acima do peso que não esteja nesse processo não é pior ou melhor que eu. Do que ninguém. Deixo gordos e gordas em paz, cada um faz o que quiser da sua vida e julga o que é bom e o que não é. Eu digo isso porque é tão ruim ser julgada, gente. Tão ruim ser estereotipada (escrevi certo?) pela sua aparência. Eu tive situações patéticas, de não ter minha competência levada a sério por causa do meu peso. É um horror e é injusto, e bem burro. E eu sou loira, então, teve um retardado aí que espalhou que loira é burra, daí a zueira never ends.

A todos que estão na luta como eu, muita força, perseverança e paciência. 
Aos que disseram que eu estava na pior, vão tomar uns bons drink e ser feliz!

Beijinho no ombro ;*

terça-feira, 1 de julho de 2014

Mea culpa.

Mea culpa (em português, mea-culpa1 ) é uma frase latina que, em português, pode ser traduzida como "minha culpa", ou "minha falha". De forma a enfatizar a mensagem, o adjetivo maxima pode ser inserido, resultando em mea maxima culpa, que poderia ser traduzido como "minha mais [grave] falha" ou "minha mais [grave] culpa". Consiste num pedido de perdão ou num reconhecimento da própria culpa2 . (Fonte: Wikipédia)

Eu acredito muito na individualidade. Deixa eu explicar.

Uma vez eu postei o seguinte no meu perfil no Facebook:

"Cada um tem sua mãe, seu pai, sua vó, seu tio, sua idade, suas vontades e aberrações. Suas manias, seus seriados, seus hábitos e seus livros. Seus medos, suas coragens e suas preguiças. Seu corpo, sua dieta e suas gordices. Seu celular, suas músicas e seu cartão de memória. Seu inglês, seu espanhol ou seu curso de Pilates. Seu cabelo natural, tingido ou raspado."

Portanto, eu entendo que, guardadas as devidas proporções, nós somos responsáveis por nós mesmos. Jacou? Repense e te cuide. Errou? Assuma e conserte se for possível. Resistiu e foi mais forte que o segundo brigadeiro? Celebre a vitória.

Reconhecer as próprias limitações faz parte da vida, e por isso, da reeducação alimentar também, claro. Esses dias, tava conversando com uma amiga minha que passou por reeducação e exercícios e emagreceu mais de 10kg, e também ganhou uma vida maravilhosamente saudável; mal sabe ela o quanto ela me contagia! Aí, ela me falou uma coisa que super vale a pena lembrar: 

"E, se por um acaso você deslizar, comer algo que não pode...NÃO pense que acabou com tudo: a gente perde caloria até pensando!"

Gente, ninguém é perfeito e todo mundo é GENTE. E ser gente quer dizer erros. Mas também quer dizer acertos. E não dá para renegar os erros que cometemos, mas não dá para achar que errar é o fim do mundo. Eu também penso que se reeducar é conhecer os próprios limites, corrigir os hábitos e, com certeza, repensá-los.

Que nem hoje: eu fui ao supermercado (almoçada!) comprar umas frutas e uns iogurtes
diferentes, enfim, fui pesquisar. Eu ADORO fuçar no supermercado e herdei isso da minha mãe. Aí, tinha um chocolate branco Laka pequeno (25g) por um preço baixinho, eu peguei para mim.

Aí, nessa hora, muita gente pára e pensa:

- CLÁUDIA, MULHER, CUIDA! VAI ACABAR COM A REEDUCAÇÃO!
- PRA QUÊ? COMPRA UM DIET! É A MESMA COISA!
- PENSA EM TUDO QUE VOCÊ JÁ CONQUISTOU ATÉ AGORA, NÃO ESTRAGA TUDO NÃO!
- CHOCOLATE BRANCO NEM É CHOCOLATE!

Coitado do chocolate, tava derretendo de tanto julgamento. Aí eu comprei e fui comendo no caminho, saboreando, porque eu ia comer e estava morta de feliz com ele. Minha reeducação não ia sofrer um baque por causa dele, eu não estava descontando frustração nele, eu não estou em dieta restritiva ou proibitiva - estou reaprendendo a comer. Chocolates fazem parte da minha vida, e não vão deixar de existir porque a louca aqui irá expulsá-los da sua vida. Eu nem quero. Eu gosto de chocolate. E comi metade do Laka consciente, sem culpa, porque comer com culpa é um horror. A outra metade eu dei para uma criança de rua que estava passando e olhou para mim com tanta vontade que eu jamais negaria. Aproveitei e dei também um oi, um abraço, uma fruta, um biscoito e um suco que eu voltei para comprar só para ela.

Isso significa que eu vou comer um Laka todas as vezes que eu quiser e pronto? NÃO MESMO. Isso significa que eu vou largar tudo e partir pro abraço? NÃO, NUNCA, JAMAIS. Isso significa que eu abandonei vocês, que estão me dando tanta força para continuar nessa caminhada? NÃO, NÃO e NÃO. Isso significa que eu estou aconselhando reeducandos alimentares a comer um Laka também? NÃO! O post se chama Mea culpa! Isso significa que eu comi metade de um chocolate. Só isso. E sem culpa de nada.

Viver bem é um ideal, mas comer com culpa faz muito mal! Não estou a fim de me privar, estou aqui para repensar. E para ser feliz!

sexta-feira, 27 de junho de 2014

Mãe, tô com fome!

Fome é fome.
Vontade de comer é vontade de comer.

Demorou um tempão para eu chegar a essa conclusão, e quando eu cheguei (faz um tempão já), consegui parar de comer com os olhos. É tanto que, hoje em dia, eu tenho uma vasilha linda e maravilhosa para colocar as saladas que eu monto com muito amor e carinho, e coloco proteínas, carboidratos, etc em um prato de sobremesa. É assim que eu estou diminuindo quantidades aos poucos e trabalhando minha mente.

Aos poucos sim, com certeza. Antes eu tinha muita pressa e queria emagrecer logo tudo, mas hoje em dia eu encaro com mais serenidade. Não é à toa que eu disse, num post anterior, que eu estava na idade certa para fazer dieta. E tem mais: eu tenho muitos quilos para perder, mas eu tenho também muita coisa para mudar; mudanças precisam acontecer ao seu tempo para que possam virar hábitos e fazer parte de uma rotina mais bacana e saudável.

Maaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaas...

Tem uma coisa chamada olhos. E tem outra chamada boca. E tem mais uma chamada mente.

Eu sou super fã de assistir TV antes de dormir, e quando eu encerro minhas refeições, escovo os dentes e me deito, parece que a marvada da inércia se aprochega e diz "Ai, que vontade de comer isso", "Ah, não tô fazendo nada, deixa eu ver o que tem na geladeira", "Deixa eu achar uma coisinha para comer ali e já volto". 

Chega a ser uma luta! Eu já estou alimentada e pronta para dormir, apenas estou me preparando para isso. Não preciso comer só porque aparentemente não estou fazendo nada! Uma grande batalha minha tem sido convencer os olhos, a boca e a mente das coisas. Por exemplo, na escola em que eu trabalho, tem uma lanchonete. Tem salgadinho, refrigerante, chocolate, bala. O que a Claudia fez? Comprou os lanchinhos saudáveis dela, e deixou lá para ir se alimentando ao longo do dia, porque lá tem uma geladeira.

Mas tem uma coisa chamada olhos. E tem outra chamada boca. E tem mais uma chamada mente. Chega a ser uma lindeza a situação. Outro dia, eu discuti comigo mesma a desnecessidade de comer um Ouro Branco que estava na minha frente, afinal de contas, eu estou em reeducação e o mais importante, eu já havia me alimentado com iogurte e granola de cacau, que por sinal estavam deliciosos. Eu não precisava daquele chocolate, eu só iria me arrepender depois. Pra quê comer uma coisa que você sabe que não precisa, e pior, que você sabe que vai te deixar triste depois?

Eu resisti bravamente, e saí da lanchonete vitoriosa. Mandei foi um beijo pro Ouro Branco não ficar triste. Tadinho, ele não tem culpa de nada. Nem eu. Mas eu não precisava dele.

Se isso é tortura? Não. É troca. Troca de uma Claudia impulsiva e desesperada por uma Claudia planejada e consciente. Uma Claudia inteligente e que pensa no passado, no presente e no futuro lindo que ela quer. Mais do que emagrecer, eu estou me reinventando. 

E essa nova versão de mim me agrada muito!




quarta-feira, 25 de junho de 2014

Primeiros passos, primeiras vitórias, mudanças para sempre.

Bem, eu já havia dito aqui que fiz reeducação alimentar outras vezes, cheguei a perder bastante peso uma vez, só que do modo errado - só malhando muito e comendo errado - e por isso essa rotina de reeducação me é bastante familiar. Vou contar aqui o que mudou.

Eu já tenho 27 anos, e estou me reeducando conscientemente. Assim, quando eu era mais nova, era doida por biscoito recheado, e mandava um pacote fácil; hoje em dia, não consigo comer um, e não me faz falta. Também adorava sorvete, e comia muito sorvete; hoje em dia, raramente eu compro. Aliás, comprar essas coisas não é mais um hábito meu, porque também eu estou em processo de reeducação consciente. Eu acho que estou na idade certa para fazer regime, sabe? Eu não reclamo tanto da falta de certas coisas, consigo me controlar em vários ambientes com comida à vontade, escolho e planejo minhas refeições com calma, vou para a academia porque gosto e tenho conversas importantíssimas mentalmente.

Aliás, vou reproduzir aqui um diálogo que houve no jogo da Copa lá na casa da minha tia entre minha consciência e a minha vontade. C - Consciência e V - Vontade. Leia que a risada vai valer a pena.

Antes de sair de casa:
C: Claudia, lembre-se: você está se reeducando. Tudo vai valer a pena, seu processo está no começo, está dando certo e você tem que se orgulhar disso.
V: Cala a boca, Consciência. Sabe de nada, inocente! Ela vai se jogar bonita nos salgadinhos, mulher! Vai ter pudim de leite Ninho, vai ter bruschetta, refrigerante. Mas aí ela não precisa se preocupar: o refri é ZERO.
C: Você vai ver só quando ela chegar lá.

Na casa da minha tia, antes do jogo:
C: Vamos lá, fia. Tem escondidinho de carne seca e mandioca, feijão verde com creme de leite e queijo coalho, salgadinhos e bruschetta. Pense com tranquilidade e escolha o que se encaixa para você, OK?
V: UHUUUUUUUUUUUU! Salgadinho! S-A-L-G-A-D-I-N-H-O! Com refri, criatura! Tudo de bom! Canudinho, pastel...põe tudo no prato logo, um pouco de cada para não passar vontade, e manda refri, porque o refri é zero. Arrocha, tá tranquilo!

Minhas escolhas: Escondidinho (porque minha mãe usou pouco sal e tinha mandioca, que eu AMO) e bruschetta (torrada com maionese e alho - três). Comi no prato de sobremesa para a quantidade ficar bem controlada. Eu ando meio enjoada de feijão, e salgadinho NEM PENSAR. 

Durante o jogo:
Sobremesa: pudim de chocolate diet que minha mãe fez para mim. E água, nada de refri. Mesmo sendo zero! NEM!

De volta para casa:
V: Aff, Claudia, nem um salgadinho. Nem um copão de refri. O refri, ele era zero, mulher.
C: Hahahahahaha! Tu, Vontade, sabe de nada, inocente!

E assim que foi. E assim que vai ser agora. Foram pequenos passos, mas a luta interna foi imensa. Quem passa por isso sabe do que eu estou falando. Ou você acha que eu recusei a coxinha e a bolinha de queijo sorrindo? Ou você acha que não foi surreal ver todo mundo se jogando no refri e na cerveja, e eu na água geladinha achando um must? 

Mas a força de vontade é maior, bem maior. Eu tracei objetivos e eles são o meu guia, e me dizem coisas sobre mim todos os dias. Muitas vezes, as mudanças que queremos vão precisar de renúncia, a fim de nos firmarmos naquilo que acreditamos. Tudo é uma questão de proporção e de equilíbrio. Esse dia de jogo foi só um dia, só uma refeição. Mas a satisfação foi sem medidas!